Absurdo é ser governado por um
governo patrimonialista, mafioso, remunerando-o com dinheiro público; absurdo é
a falta de transparência, apesar de ter lei regulamentando (LC 131/2009 e LF
12.527/2011), mas sem o estabelecimento de penas duras; absurdo é ser um
covarde e expressar-se nas redes sociais através de perfis falsos ou de
assessores sem qualificação; absurdo é pagar R$2,60 para ir de Bacaxá à
Saquarema (percurso de 8 km), sem que haja justificativa para o valor; absurdo
é olhar para o crescimento desordenado e insustentável de uma cidade linda
(beleza natural); absurdo é ver que os órgãos de controle externo, muito bem
remunerados, veem tudo e não fazem o que deveriam fazer; absurdo é o pobre não
ter acesso à justiça, a não ser para litígios ligados à família e consumo;
absurdo é constatar que a lei é feita por eles (políticos); absurdo é ver pela
televisão um ministro do STF invocar direitos humanos para os mensaleiros,
enquanto milhões de pessoas no Brasil vivem em favelas, jogados lá, sem o menor
acesso à justiça, pelos políticos corruptos; absurdo é ver publicação de
pesquisas afirmando o crescimento em todos os setores, enquanto os grupos de
“cracudos” só aumentam, invadindo as vias públicas e esfregando em nossas caras
que está tudo errado. Vivemos em uma cidade, em um estado, em um país cujo nome
é absurdo!
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
DIA DAS CRIANÇAS - HISTÓRIA.
"O responsável pela criação do dia das crianças foi o deputado federal Galdino do Vale Filho, na década de 1920. Após ter sido aprovada pelos deputados, a data de 12 de Outubro foi oficializada pelo presidente Arthur Bernardes, através do decreto no 4867, de 5 de novembro de 1924.
A data só passou a ser celebrada somente na década de 1960, momento que a fábrica de Brinquedos Estrela decidiu fazer uma promoção em conjunto com a Johnson &Johnson, com o lançamento da “Semana do Bebê Robusto” que tinha por objetivo aumentar as vendas. Logo depois outras empresas decidiram criar a Semana da Criança com o mesmo intuito. No ano seguinte, os fabricantes de brinquedo decidiram escolher um único dia para a promoção. A partir daí, o dia 12 de Outubro passou a ser uma das datas mais importantes do ano para o ramo de brinquedos.
O dia das crianças é a segunda data mais importante para o comércio, perdendo somente para o Natal.
A organização das Nações Unidas (ONU) comemora o dia de todas as crianças do mundo em 20 de Novembro, data em que os países aprovaram a Declaração dos Direitos das Crianças.
No Japão, o dia é comemorado em 5 de Maio, para os meninos, com exposição de bonecos que lembram samurais, para as meninas a comemoração é no dia 3 de Março, com exposição de bonecas. A China também comemora no dia 5 de Maio.
Na Nova Zelândia a comemoração é no primeiro domingo de Março, diferencia-se de algumas comemorações por não ser um dia para presentes e sim um dia onde se passa tempo com a família, para rir e brincar.
Em Moçambique a celebração é no dia 1 de Junho, este foi instituído para assinalar o dia em que muitas crianças de pouca idade foram cruelmente assassinadas a sangue frio pelas forças nazistas em Junho de 1943."
Por Patrícia Lopes
Equipe Brasil Escola
(Disponível em: http://www.brasilescola.com/
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Brasil: um navio à deriva.
Algumas notícias publicadas
esta semana, indicam que o País inicia uma grave crise política, mas
principalmente, econômica e estratégica. Em julho, até a quarta semana, a saída
de dólares tinha superado as entradas em 2 bilhões, segundo o Banco Central do
Brasil (Fonte: http://glo.bo/13nYieF), indicando
que não existe investimento estrangeiro no País de forma sustentável. Ou seja,
os investimentos são insustentáveis, voláteis e especulativos. As consequências
são a volta da inflação, aumento do dólar e perda de reservas.
Outra, “Fazenda
e Planejamento ficaram semanas discutindo o corte orçamentário. Quando o
anunciaram, verifica-se uma coisa frouxa, sem combinação com o resto do
governo, sem projetos”. (Fonte:
http://oglobo.globo.com/opiniao/folgando-na-sexta-9306565)
Isto é um forte indício de que o Brasil é um navio sem comandante, pois não tem planejamento estratégico, não há gestores qualificados e as academias militares, influenciadas pelos sucessivos desgovernos, preferiram dar prioridade à formação de políticos ao invés de militares.
Isto é um forte indício de que o Brasil é um navio sem comandante, pois não tem planejamento estratégico, não há gestores qualificados e as academias militares, influenciadas pelos sucessivos desgovernos, preferiram dar prioridade à formação de políticos ao invés de militares.
Um exemplo da falta de
planejamento estratégico no Brasil é o caso descrito abaixo. Um verdadeiro absurdo
e que expõe a segurança nacional:
“Não se pode admitir — como ocorre com a
projetada fabricação de 2 mil blindados ligeiros Guarani pela Iveco, no
município mineiro de Sete Lagoas — que apenas 60% das peças utilizadas sejam
fabricadas no Brasil. Em caso de conflito, ou mera ameaça de confronto entre o
Brasil e qualquer país da Otan (Europa e Estados Unidos), a produção desses
tanques seria descontinuada e não teríamos como substituir o material perdido
em combate. É de se recordar o exemplo da Argentina, que ficou literalmente a
ver navios — nesse, caso, britânicos — na Guerra das Malvinas.
Por outro lado, há um verdadeiro cerco
dos países geopoliticamente identificados como ocidentais à indústria bélica
brasileira. Todas as nossas empresas que desenvolveram tecnologia militar nos
últimos anos tiveram o seu controle adquirido por grupos internacionais
recentemente.
Com
isso, essas multinacionais se apossaram do conhecimento desenvolvido por
técnicos e engenheiros brasileiros. Agora podem decidir a seu bel-prazer,
seguindo a orientação estratégica dos governos de seus países, até que limite
essas empresas — que antes pertenciam a empresários brasileiros — poderão ir,
no desenvolvimento de novas tecnologias bélicas.”
(...)
(Fonte: http://www.jb.com.br/pais/noticias/2012/08/16/o-cerco-a-industria-brasileira-de-defesa-2/)
Este desgoverno faz-me indagar
se o PPA (Plano Plurianual), as peças orçamentárias e contábeis dos entes
públicos, ao longo do tempo, realmente existem, refletem os atos e fatos
contábeis idôneos, ou se são obras de ficção científica?
Concluindo, o investimento
nas Forças Armadas pode movimentar indústrias bélicas nacionais, pesquisa e desenvolvimento
de tecnologia, gera emprego, renda,
movimenta a economia, e protege o País de invasões. As Forças Armadas
brasileiras estão com a sua tecnologia obsoleta, sem investimentos significativos
há mais de 20 anos, e o que é pior, muito daquilo que se desenvolveu aqui, se
perdeu. Pergunto: a quem interessaria manter um País com grandes riquezas
naturais, praticamente desguarnecido? Quem são os responsáveis? Isto não é traição?
quinta-feira, 18 de julho de 2013
Quanto custa manter a segurança de um governador?
Ao
ver as imagens do confronto entre os manifestantes e policiais no Leblon, no Rio
de janeiro, fiquei refletindo sobre como os valores estão invertidos no Brasil.
O governador, pela lei, é considerado uma autoridade. Presume-se,
contudo, que uma autoridade tenha que ser honesta, gerir a coisa pública com
ética, moral, eficiência, eficácia, com a finalidade de atender ao interesse
público, que nada mais é do que objetivar o bem comum.
Mas não é isto que temos observado no dia a dia nas ações do governo, muito pelo contrário, por exemplo, veja o IDEB atribuído às escolas públicas estaduais que mediu a 3ª série do ensino médio no Estado do RJ em 2011, ou seja, 3,2. Não precisa dizer mais nada!?
Mas não é isto que temos observado no dia a dia nas ações do governo, muito pelo contrário, por exemplo, veja o IDEB atribuído às escolas públicas estaduais que mediu a 3ª série do ensino médio no Estado do RJ em 2011, ou seja, 3,2. Não precisa dizer mais nada!?
Da
mesma forma, de acordo com a Lei Maior, o “Poder emana do povo”, todavia, se isto
fosse verdade, ou seja, que o Poder emana do povo, a polícia teria que protegê-lo,
não é? Aliás, o bandido não está nas manifestações, Srs. Policiais, mas
sim em um imóvel luxuoso, comprado com dinheiro público.
O vândalo pode estar infiltrado nas manifestações, e como polícia preventiva, a PM, então, tem o dever de prevenir, ou seja, pessoal com coquetéis molotov, armas... E a Polícia Civil de investigar a mando de quem eles realizam o quebra-quebra.
O vândalo pode estar infiltrado nas manifestações, e como polícia preventiva, a PM, então, tem o dever de prevenir, ou seja, pessoal com coquetéis molotov, armas... E a Polícia Civil de investigar a mando de quem eles realizam o quebra-quebra.
Outra
coisa, pouca gente perguntou o seguinte: quanto custa manter a segurança de um
governador? São bombas de gás lacrimogênio, balas de borracha, policiais, combustível
para as viaturas... Quanto custa? E o custo x benefício? Onde está o interesse
público nisso? Mas, sabe quem paga a conta? O povo.
A população paga a conta das bombas e balas de borracha que são lançadas contra ela, apesar da Lei estabelecer que “o Poder emana do povo”. Só que os policiais cariocas não protegem o povo, mas, apenas, uma “autoridade”, acusada de gastar 1 bilhão e 400 milhões na reforma de um estádio, de favorecer, com isto, o lobby das construtoras; de viajar de helicóptero sem motivo justo; de irregularidades na licitação que privatizou o Maracanã; de ser amigo do presidente da ALERJ; e muito mais, não é MP estadual? E a Polícia Civil não informa para quem os vândalos trabalham, quem os financia e a quem o vandalismo interessa.
Pobre povo carioca! Se for às ruas "o bicho pega", mas se ficar em casa, "o bicho come" toda a verba pública, com uma ganância voraz.
1) Figura: https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&docid=tGdOANHjbqJEJM&tbnid=bIx8ewjHIuo72M:&ved=0CAQQjB0&url=http%3A%2F%2Frozeniovenancio.spaceblog.com.br%2F&ei=Ee7nUerkA5GC8gTKs4HQAw&bvm=bv.49478099,d.dmg&psig=AFQjCNEGXDmB8soiHnaPXbLb79x8OCB4cA&ust=1374240640704485
domingo, 19 de maio de 2013
Pequeno manual anticorrupção
Foi-se
o tempo em que a corrupção era explícita, possuía violência
física, vinha do privado, era combatida pelo poder público e
contava apenas com aqueles que praticavam a ação ou omissão. Hoje
em dia, a coisa é bem mais complicada e ampla, uma vez que os
agentes públicos corruptos estão qualificando-se, com dinheiro
público, nos cursos dos Tribunais de Contas, universidades, alguns
até com bolsa, nos casos de pós-graduação. Atualmente,
encontraram até uma forma de fraudar “legalmente” um concurso
público, ou seja, através das questões dissertativas, redações,
provas de títulos, provas físicas, exames de saúde que custam
caro, etc. . Assim, aqueles servidores de livre provimento que
serviram aos propósitos da corrupção, conseguem perpetuar-se
através de concursos públicos; ou, os apadrinhados. É uma forma,
também, de ter alguém infiltrado, caso perca uma eleição.
A
globalização é uma imposição dos países industrializados aos
países que exportam commodities,
investem pouco em educação, pesquisa e desenvolvimento de
tecnologia, e importam bens industrializados. Os governos dos países
ricos, após as fraudes contábeis que quase quebraram os EUA e a
Europa, tomaram providências legais, no sentido de impedir que elas
voltem a ocorrer. Contudo, estas irregularidades ajudavam a mantê-los
no poder. Sendo assim, exigiram que países, como o Brasil, por
exemplo, adotassem medidas para que as normas contábeis e alguns
modelos administrativos fossem unificados, facilitando os lobbies
internacionais a cometerem aquelas irregularidades financeiras e
contábeis, que não são mais tão possíveis nos países ricos.
Na
área legislativa é muito fácil desviar dinheiro. Imagine um
deputado federal, recebendo gordas verbas remuneratórias e
indenizatórias. Dentre as indenizatórias, está a verba de
gabinete. Vamos supor que cada deputado federal disponha de 15
assessores, cada um ganhando 8 mil reais. Digamos que, dos 15, 10
assessores recebam apenas 2 mil reais e sejam obrigados a depositarem
em contas poupanças (em nome de laranjas) 6 mil reais todo mês,
durante 4 anos. Bem, realizando um cálculo simples (6 mil x 10
assessores = 60.000 reais por mês, portanto, 60.000 reais x 48 meses
= 2 milhões 880 mil reais). Assim, hipoteticamente, o parlamentar
pode ter para a sua campanha, ou lazer, ou ganância, 2.880.000
reais, somente em quatro anos. Não estão contabilizados aí o
mensalão, participação em lobbies, nem outras formas de desvios
(gastos fraudulentos, por exemplo)
O
crime organizado necessita de um grupo de políticos influentes que,
para perpetuarem-se no poder, são financiados por empresários ou
sindicatos, que patrocinam as campanhas, empregam seus asseclas e
eleitores menos próximos, para, mais tarde, locupletarem-se (no caso
dos empresários) em prestação de serviços ou fornecimento de
produtos ao Poder Público, o que caracteriza lobby. Como a
legislação é elaborada por eles, com a assessoria de técnicos
altamente especializados em cada área de interesse, precisa ser de
difícil compreensão, possuir duplo sentido (antagônico), não
estabelecer penas (pelo seu descumprimento) e compreendida por apenas
um pequeno grupo seleto. Tem que ser complicado! Caso contrário, os
técnicos não teriam como fornecer consultoria para os órgãos
(prefeituras e legislativos municipais) sobre planejamento,
orçamento, contabilidade e gestão. Inclusive, muitos políticos não
puderam candidatar-se ou diplomar-se, após vitória nas eleições,
em virtude de negligenciarem as prestações de contas exigidas pelos
Tribunais de Contas. Foi um belo planejamento estratégico, não
acham? Criaram as deliberações técnicas, em seguida, foi só
deixar que os adversários políticos se enforcassem na própria
incapacidade de gerir a coisa pública. Precisam também de pessoas
comuns para a realização do trabalho ou para serem laranjas, de
preferência, aquelas com a ficha limpa; profissionais liberais
dispostos a assinar pareceres (contadores, engenheiros e advogados),
que recebem em troca, clientes e cargos comissionados; por fim, o
mais inescrupuloso, utilizam a mão de obra dos servidores das
repartições, onde realizarão o trabalho. Neste caso, ou o servidor
aceita ou então é exonerado. Muitas vezes é nomeado um secretário
laranja, que servirá apenas aos propósitos da organização
criminosa, esposas, irmãos, primos, alguém próximo.
Vamos
dar uma pequena mostra do antagonismo disposto na nossa legislação
maior. Por exemplo, os princípios constitucionais que regem a
administração pública, ou seja, legalidade, moralidade,
impessoalidade, publicidade e eficiência. Com relação à
legalidade, são eles que elaboram as leis dúbias, protegendo as
atividades ilícitas e não estabelecendo penas, jamais dão ordens
por escrito; a moralidade, é subjetiva, nunca é considerada
fundamentação; já a impessoalidade, é muito utilizada nas
delegacias e pelo Ministério Público para não atender aqueles que
vão denunciar irregularidades públicas; a publicidade, confunde-se
com propaganda pessoal; e, por fim, a eficiência, inexistente no
Brasil. A questão da impessoalidade é um belo exemplo de que o
pobre, neste País, não possui acesso à justiça, a não ser, nos
casos relacionados a consumo e família.
Quanto
aos sindicatos, cabe uma explicação. De acordo com a CF/88, art. 8º
, inciso I - 2ª parte, o sindicato é a única instituição que não
pode sofrer nenhum tipo de fiscalização do poder público. Para
continuar esta mamata, mesmo sendo ilegal, precisam dispor suas
filiais e parte de seus recursos aos políticos que permitem que esta
aberração aconteça. Aliás, um novo partido político só consegue
os apoiamentos necessários se contar com o apoio financeiro e
logístico de um ou mais sindicatos. Caso contrário, só se contar
com grupos empresariais com filiais em todo o País.
A
estrutura hierárquica de uma organização criminosa atuando no
Poder Executivo, de cima para baixo, está estruturada do federal até
o municipal ou do privado, passando pelo federal, estadual e
municipal. Ou seja, no topo, está alguém muito influente no governo
federal, geralmente, um senador ou deputado federal indicado, para
algum cargo no Executivo, ou ainda, um empresário. Logo abaixo vem o
governador, juntamente com alguns deputados estaduais (principais
facilitadores de todo o processo e arregimentadores de outros grupos
empresariais). A facilidade está no controle velado que o Poder
Legislativo estadual exerce sobre as Cortes de Contas estaduais e
muitos outros órgãos; pois, a grande maioria dos servidores lotados
naqueles tribunais é comissionada, portanto, muitos indicados pelos
parlamentares e governadores. Um pouco mais abaixo, vêm os
prefeitos, geralmente indicados pelos deputados estaduais, cuja
garantia de vitória nas eleições está consubstanciada em fraudes
nas eleições eletrônicas, conforme divulgou, há pouco tempo, o
Jornal do Brasil, e/ou, grande financiamento de campanha.
É
importante ressaltar que nem todos os políticos que compõem os
cargos descritos acima ou abaixo são corruptos, bem como não estou
generalizando, nem especificando.
O
trabalho dos empresários é criar empresas em nome de laranjas que,
para todos os efeitos, são legais, pagam parte dos tributos de forma
correta, dando a falsa impressão ao fisco (não participante do
esquema) que tudo está adequado. Os seus ganhos vêm da movimentação
diária, da sonegação tributária, e da lavagem de dinheiro
desviado. Contudo, os verdadeiros donos das empresas, de fato e não
de direito, são os próprios políticos; servidores das fazendas
públicas estaduais ou federal; podem ser delegados das Polícias
Civil ou Federal; podem ser auditores dos Tribunais de Contas etc. .
Um
político famoso, recentemente, surpreendeu a todos, criou um laranja
fantasma, ou seja, ele é sócio de uma pessoa que não existe de
fato, em carne e osso. A empresa possui um sócio fantasma.
Algumas
dessas empresas, não empregam, não funcionam de fato, mas constam
em licitações que, cujos processos, desaparecem a cada eleição
perdida. Os processos licitatórios seguem a legislação em vigor,
estão em um patamar de valor invisível ao Tribunal de Contas,
possui empenho, são contabilizados, a empresa fantasma oferece todas
as garantias, certidões, tem contador, recebe pelo serviço que não
foi prestado, ou a obra que não foi realizada ou, apenas, realizada
superfaturada. Outras, funcionam, empregam bem menos do que poderiam,
e são utilizadas para a lavagem do dinheiro desviado. Isto é, para
justificar parte da origem dos recursos desviados.
Se
o caro leitor mora em uma cidade pequena, já observou algum comércio
muito bem estruturado, mas sem nenhum freguês? Você passa por lá
todos os dias e não entende como aquela loja linda paga os seus
custos. Isto, sem falar nos decretos governamentais que dispõem
sobre incentivos fiscais. Daí, o estabelecimento, em alguns
municípios, reduto eleitoral do(s) deputado(s) envolvido(s), de
parques industriais, cujas indústrias empregam muito menos do que
deveriam, somente os seus eleitores, pagam mal, não produzem nada
(algumas apenas empacotam) e recolhem um pequeno percentual do ICMS,
apenas na saída. E nunca são fiscalizadas pela fazenda estadual;
pois, o deputado não deixa. Ao contrário, daquelas empresas que não
querem participar do esquema.
As
fraudes no orçamento, nas licitações e na contabilidade pública
só são possíveis em virtude dos Tribunais de Contas não auditarem
todos os atos e fatos contábeis. O Ministério Público, outro que
poderia exercer o controle externo, possui muito pouca gente
especializada em crimes organizados. Eles presumem que esta tarefa
deva ser realizada pelos controles internos; todavia, esquecem-se que
os órgãos de controle interno, na grande maioria das prefeituras,
são formados por servidores de livre provimento, muitas vezes sem a
qualificação adequada, sendo, portanto, massa de manobra.
Obviamente,
que alguns raríssimos servidores honestos tentam denunciar,
recusam-se a participar do esquema, uns até procuram o Ministério
Público ou a Delegacia de Polícia, mas encontram, principalmente,
nas cidades pequenas do interior, delegados e promotores
despreparados ou comprometidos com o mal feito, muitas vezes, em
troca de promoção, cargos comissionados..., ganância ou medo,
enfim, como a lei que regulamenta o servidor público é elaborada
por eles (políticos) e considerando que, em âmbito administrativo,
tudo é possível, acabam forjando um processo disciplinar contra o
servidor honesto, demitindo-o. Alguns dos prejudicados possuem
recursos e procuram a justiça, a maioria, não possui e acaba
demitido por indisciplina, insubordinação, falta de lealdade, etc.
. Como se fosse legal ser leal a bandidos. Veja como é fácil
utilizar a lei para o mal.
Vocês
já observaram que alguns concursos, inclusive, consta(m) no(s)
edital(ais), a não aceitação de servidores demitidos por
indisciplina? É um forte indício de que eles encontraram uma
maneira legal de não recrutamento daqueles servidores honestos e que
foram demitidos, indevidamente, por indisciplina ou algo do tipo
(Capítulo II, Dec. 6.944/2009). É uma forma legal de exclusão
daqueles indesejáveis profissionais honestos no setor público, por
outro lado, uma maneira de incluir os asseclas e apadrinhados.
Concluindo,
o País não aguenta mais tanta bandalheira com o dinheiro público.
A Constituição Federal necessita de uma ampla reformulação; as
leis precisam de penas duras; o poder público precisa investir em
educação de qualidade, geração de emprego e renda, fiscalizar as
bolsas, enfim, o poder público tem que gerir a coisa pública com
mais impessoalidade, moralidade, eficiência, eficácia, efetividade
e com leis elaboradas com a finalidade de atender ao interesse
público.
domingo, 5 de maio de 2013
Concurso Público: cuidado!
Para quem pretende prestar concurso
público, fique atento! Algumas entidades, sem fins econômicos,
responsáveis pela elaboração dos editais estão fundamentando as
suas ações no Decreto nº 6.944 de 21 de agosto de 2009, que
“estabelece
medidas organizacionais para o aprimoramento da administração
pública federal direta, autárquica e fundacional, dispõe sobre
normas gerais relativas a concursos públicos, organiza sob a forma
de sistema as atividades de organização e inovação institucional
do Governo Federal, e dá outras providências.”
Esta
legislação, ao meu ver, admite que, mesmo sendo aprovado no
certame, dependendo de sua classificação, o nome do candidato não
apareça no resultado final como aprovado, sendo assim, assumindo o
status de reprovado, conforme o Parágrafo 1º, art. 16, do Dec. Nº
6.944/2009:
Art.16.
O órgão ou entidade responsável pela realização do concurso
público homologará e publicará no Diário Oficial da União a
relação dos candidatos aprovados no certame, classificados de
acordo com Anexo II deste Decreto, por ordem de classificação.
§
1º Os
candidatos não classificados no número máximo de aprovados de que
trata o Anexo II, ainda que tenham atingido nota mínima, estarão
automaticamente reprovados no concurso público.
Isto
é um absurdo; pois, antes havia, pelo menos, a expectativa de ser
chamado, dentro do prazo de validade do concurso. Por exemplo, agora,
um concurso que disponibilize 2 vagas, somente 10 serão considerados
aprovados e os nomes aparecerão no resultado final, o restante, será
considerado reprovado (veja o Anexo II, do Decreto nº 6.944/2009).
Outra,
a prova dissertativa (redação, por exemplo), sendo realizada em 2ª
etapa, não pode ter caráter classificatório, conforme estabelece o
Parágrafo 2º, deste mesmo artigo e Decreto: “§
2o
No
caso de realização de concurso público em mais de uma etapa, o
critério de reprovação do § 1o
será
aplicado considerando-se a classificação na primeira etapa.” A interpretação que faço é a seguinte, mesmo que o candidato não tenha conseguido uma boa nota na 2ª etapa, será aplicada a classificação da 1ª etapa. A prova dissertativa pode ser eliminatória, contudo, jamais, classificatória, por conter aspectos subjetivos na correção.
Mas, ao
contrário do que diz a norma, algumas entidades organizadoras estão
reprovando candidatos aprovados na 1ª etapa modificando a
classificação, baseados em provas dissertativas, cujas correções
encontram aparo em aspectos subjetivos, tais como, coerência e
coesão textuais, podendo alocar um candidato,
não tão bem colocado na prova objetiva, numa posição mais a
frente.
No início deste
ano, prestei concurso para a Biblioteca Nacional, realizado pela FGV,
cargo assistente técnico administrativo, concorrendo a duas vagas.
Na prova objetiva fiquei em 6º lugar. No resultado final, o meu nome
não apareceu, em virtude de ter perdido 8 pontos em coerência e
coesão textuais na redação, ficando com a nota 92, cujo tema era
de meu conhecimento.
Espero que a
justiça pronuncie-se a respeito; que o MP possa fiscalizar, como
controlador externo, verificando se aquelas atitudes são legais ou
ilegais. Por fim, espera-se que o Congresso Nacional elabore uma
legislação que atenda aos anseios da população, neste tema, o que
considero pouco provável.
sábado, 27 de abril de 2013
Pobre “novo” Maracanã “rico”
Sou daqueles que frequentava o
Maracanã nos dias de grandes clássicos. Já presenciei um público
de 193 mil pessoas, em um domingo à tarde, onde enfrentavam-se o
Vasco e o Flamengo. Lembro-me bem das arquibancadas de concreto liso
e da geral, um pouco mais abaixo, locais onde podia pagar o ingresso.
Levava uma almofada, ou comprava-a nos arredores do estádio, para
sentar na arquibancada. Na geral as pessoas ficavam o tempo todo em
pé. Quem frequentava a arquibancada era conhecido como “arquibaldo”,
e a geral, “geraldino”, conforme apelidou o jornalista Washington
Rodrigues.
Chegava sempre por volta das 2 horas da tarde,
pois o jogo começava às 5 horas. Gostava de ver o Maraca ir enchendo aos poucos. Assistia a preliminar, geralmente um jogo entre
juniores, enquanto, de relance, via o desfile das torcidas
organizadas, entrando juntas desfraldando às suas lindas bandeiras.
Embaixo, na geral, havia gente de todo tipo, branco, preto, amarelo,
pobre, favelado, classe média; menos o rico, que preferia as
cadeiras azuis ou a tribuna de honra. Na geral, sempre havia alguém
fantasiado, desfilando, brincando... e de vez em quando tinha
arrastão, que logo acabava, após a intervenção dos policiais. Os
“arquibaldos” e “geraldinos”, nos dias de jogos, “caçavam
as bruxas” da semana, botavam pra fora todas as suas frustrações
e angústias, era melhor do que uma psicanálise. Ou seja, era
tipicamente uma festa popular, bem social, em plena ditadura militar.
Naquela época, o povão fazia parte do espetáculo.
Existiam problemas também, como, os
banheiros imundos e a urina espalhada pela parte de cima, por onde os
“arquibaldos” saíam, ao final dos jogos.
Hoje, a geral não existe mais, as
arquibancadas transformaram-se em cadeiras retráteis, e o povo,
impedido de participar do espetáculo; pois, que trabalhador,
carioca ou fluminense, conseguirá pagar um ingresso nesta Copa? Ou, no campeonato Carioca, brasileiro... dos anos
vindouros?
Talvez consiga, por meio dos vários
concursos que as grandes empresas, que acompanham a FIFA, realizarão,
pois, só assim o pobre trabalhador conseguirá assistir, no estádio,
a uma partida de futebol.
O Maracanã de outrora era de
concreto, foi construído em tempo recorde, pouco mais de um ano, e
durou 60 anos. O de hoje, custou muito mais, parece um circo, mas sem
o povão, que faz o papel de palhaço, nesta “rica” história;
pois, foi com o seu dinheiro que o estádio foi reconstruído
financiando, sem saber, a sua exclusão daquele que era o nosso maior
orgulho como brasileiro, o que era o “maior do mundo”, onde a
seleção apresentava o melhor futebol do mundo.
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